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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Classista

Comunidade dos Policiais e Bombeiros do Brasil sexta-feira, 1 de junho de 2012 Proposta da Procuradoria-Geral do Estado busca agilizar tramitação Alexandre Leboutte ANTONIO PAZ/JC Processos se acumulam na sala da procuradora Patrícia Pereira Processos se acumulam na sala da procuradora Patrícia Pereira A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) enviou uma minuta de projeto de lei ao governo estadual visando à criação de uma norma que possibilite o pagamento de precatórios através de um sistema de conciliação entre o Estado e seus credores. A iniciativa pretende dar mais celeridade aos processos, que, por tradição, se arrastam, levando até décadas para o efetivo pagamento. “Enviamos a minuta à Casa Civil e agora nos foi pedido uma proposta de regulamentação, um decreto, com os critérios de como se dará esse acordo”, explica a procuradora responsável pela Equipe de Precatórios da PGE, Patrícia Neves Pereira. O Rio Grande do Sul tem hoje uma dívida de R$ 5,7 bilhões em precatórios. São 32 mil processos em tramitação, sendo 28 mil do Estado e 4 mil dos municípios. Os precatórios resultam de ordens judiciais de pagamento, em que o ente público não pode mais recorrer, com valor superior a 40 salários mínimos (R$ 24.880,00). As formas de pagamento foram regulamentadas por emenda constitucional em 2009, pois a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios começaram a ter problemas para o pagamento dessas dívidas judiciais a partir de 1995, com a estabilização financeira alcançada pelo Plano Real (1994). Antes, com inflação alta, uma vez definido o valor do passivo e sua inscrição no Orçamento, decorria um período de um ano até o efetivo pagamento. Este intervalo acabava depreciando o que viria a ser recebido pelo credor, porque o valor não era atualizado. De acordo com a procuradora, o Estado deixou de saldar seus precatórios em 1998 e só retomou o pagamento em 2009, quando a governadora Yeda Crusius (PSDB) estipulou um regramento através de juntas de conciliação. Com a emenda à Constituição federal, a norma estadual perdeu a validade e o formato baseado no acordo entre as partes foi extinto. O Estado passou, então, a ter de destinar mensalmente 1,5% da Receita Corrente Líquida (RCL), cerca de R$ 27 milhões (atualmente), para o pagamento de precatórios. O recurso é dividido em duas filas de credores. Uma pelo critério cronológico, isto é, as dívidas mais antigas são as primeiras a serem pagas. Porém, idosos e pessoas com doenças graves têm a preferência no recebimento. A outra fila é por ordem crescente de valores. Os mais baixos recebem primeiro. A emenda permite que também possa haver a conciliação entre as partes. É necessário que o Executivo regulamente o tipo de negociação que será adotado pelo Estado. Quando a emenda constitucional passou a vigorar, o passivo do Rio Grande do Sul era de R$ 4 bilhões. Três anos depois, o estoque da dívida não para de crescer e se aproxima dos R$ 6 bilhões. Demora nos pagamentos é histórica O deputado Frederico Antunes (PP), coordenador da Frente Parlamentar dos Precatórios Judiciais da Assembleia Legislativa gaúcha, vem cobrando mais agilidade do governo. “Há um calote do Estado em relação a seus credores. É uma busca de desculpas para evitar cumprir com as suas responsabilidades, empurrando com a barriga o que tem de ser feito. É uma tática de protelar aquilo que já deveria ter sido acertado”, reclama. Segundo o parlamentar, a culpa é de um sistema que permite aos mandatários dos executivos estaduais concorrerem em processos eleitorais mesmo depois de receberem apontamentos dos tribunais de contas. “No caso do governo Tarso (Genro, PT), é pior ainda. Ele criou leis inconstitucionais, dilatando o prazo de pagamento das RPVs (Requisições de Pequeno Valor; dívidas abaixo de 40 salários mínimos) e computando estas requisições na contabilidade orçamentária (1,5% da RCL)”, critica Frederico, acrescentando que o Judiciário tem sido “ineficiente” e “não tem cumprido seu papel de cobrança”. Dados disponíveis no site da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) mostram que, em 2010, o Estado depositou R$ 273 milhões na conta destinada ao pagamento de precatórios, mas só R$ 24 milhões foram efetivamente pagos. Em 2011, o depósito chegou a R$ 312,7 milhões e os pagamentos alcançaram 282 milhões. “Temos melhorado nossa estrutura”, alega o coordenador da Central de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado, juiz Luiz Antônio Alves Capra, afirmando que é uma responsabilidade de todos. De acordo com o magistrado, foi destinado um espaço para a Procuradoria-Geral do Estado no prédio do Tribunal de Justiça, evitando a necessidade de retirada dos processos, o que diminui em até 60 dias os prazos de tramitação. “Isso possibilitou que no mês de abril nós conseguíssemos encaminhar para empenho R$ 38 milhões.” Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=94900 Postado por DAGOBERTO VALTEMAN às Sexta-feira, Junho 01, 2012 0 comentários Links para esta postagem